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Archive for the ‘Pedras Grandes’ Category

Caso Besc: Justiça nega pedido de prisão preventiva

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-gerente geral e o ex-gerente administrativo por crimes contra o sistema financeiro. A juíza federal entendeu que não há motivos para que eles sejam presos agora.

bb_besc2 Amanda Menger
Pedras Grandes
A justiça federal de Santa Catarina decidiu não acolher o pedido de prisão preventiva dos dois suspeitos pelo sumiço do dinheiro das contas-poupança do Besc de Pedras Grandes. Como o Notisul divulgou com exclusividade, o pedido foi feito pelo procurador da república na capital, Marcelo da Mota. O representante do Ministério Público Federal (MPF) resolveu não denunciar a esposa e a cunhada do ex-gerente geral Edílson Vieira de Souza.
A juíza substituta da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Florianópolis, Ana Cristina Krämer, analisou o pedido de prisão preventiva segunda-feira. “Ela entendeu que tanto Edílson quanto o ex-gerente administrativo Márcio Martins têm residência fixa, apresentam-se sempre que solicitados pela justiça, estão colaborando com as investigações e que, portanto, o pedido de prisão não se encaixava nos critérios estabelecidos pela legislação. Com isso, eles responderão o processo em liberdade”, explica a advogada de Edílson, Leila Lucchese, do escritório Borges e Bittencourt, de Tubarão. Também faz parte da defesa de Edílson o advogado Juarez Bittencourt Junior.
A defesa tem agora 15 dias para se manifestar. “Nós apresentaremos a nossa argumentação. Depois disso, vem a fase de produção de provas. Esta é a parte mais demorada, porque tem que realizar perícia em diversos documentos e em cidades diferentes. Por enquanto, não há nenhuma audiência de instrução prevista”, afirma a advogada. A estimativa é que o processo dure mais de dois anos.

Fonte: Notisul – www.notisul.com.br

Caso Besc: Advogado de Edílson pede o habeas corpus

O suspeito de envolvimento no sumiço de dinheiro não conseguiu a liberdade.

Maycon Vianna
Tubarão
O caso Besc ganha um novo capítulo. Na tarde de ontem, Leandro Alfredo da Rosa, advogado da família do ex-gerente geral da agência de Pedras Grandes, Edílson Vieira de Souza, entrou com o pedido do habeas corpus no fórum de Tubarão. E aproveitou para fazer uma cópia do inquérito, que possui mais de mil páginas. “A qualquer momento, o pedido pode ser protocolado. O documento foi encaminhado a Florianópolis na tarde de ontem. Fizemos o pedido à justiça de Tubarão e aguardamos. Ele está internado sob custódia da polícia ”, relata o advogado.
Edílson, que sofre com depressão, segundo agentes prisionais, teve uma crise e foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. “Ele já tinha este problema antes mesmo de ser preso, o que só veio a se agravar após estourar todo este problema. Como o delegado prorrogou o prazo da prisão temporária em mais cinco dias, ele teve problemas de saúde”, diz um agente prisional.
Edílson foi encaminhado ao hospital na tarde de domingo. No mesmo dia, o delegado Marcos Ghizoni, da Central de Polícia Civil de Tubarão, que investiga o caso, resolveu liberar o ex-gerente administrativo, Márcio Martins, e manteve presos Edílson, sua esposa e cunhada.
“Temos algumas coisas ainda que não coincidem. Por isso, eles ficam mais alguns dias em prisão temporária. É só questão de esclarecimento. É o entendimento da Polícia Civil”, revela Ghizoni.
Os quatro suspeitos (Edílson, sua esposa e cunhada, Márcio) foram detidos na última quarta-feira, quando os policiais civis deflagraram a “Operação Saldo Devedor”, que investiga o sumiço de dinheiro das contas-poupança do Besc de Pedras Grandes.
Cronologia do caso Besc
• Dia 20 de março – correntistas descobrem que o dinheiro aplicado nas contas-poupanças havia ‘desaparecido’ da agência do Besc de Pedras Grandes.
• Dia 23 de março – o caso vira notícia estadual. Os clientes do banco procuram a imprensa e a polícia.
• Dia 25 de março – início do registro dos boletins de ocorrência por parte dos correntistas. O Banco do Brasil, que controla as ações do Besc, escala auditores para analisar o caso do sumiço de dinheiro.
• Dia 27 de março – Polícia Civil disponibiliza unidade móvel para agilizar o registro das ocorrências.
• De 1º a 10 de abril – Auditores do BB seguem o levantamento do prejuízo, policiais civis da regional de Tubarão investigam o caso, mais de 200 clientes registram boletim de ocorrência e o Banco do Brasil começa a ressarcir clientes que comprovadamente tiveram o dinheiro retirado das contas-poupanças.
• Dia 15 de abril – Polícia prende cinco pessoas, quatro delas suspeitas (dois ex-gerentes, a esposa e a cunhada de um deles) de envolvimento no caso de sumiço de dinheiro da agência do Besc de Pedras Grandes.
• Dia 16 de abril – O ex-gerente do Besc, Edílson Vieira de Souza, presta depoimento ao delegado Marcos Ghizoni por mais de três horas, na Central de Polícia Civil de Tubarão.
• Dia 17 de abril – O ex-gerente administrativo do Besc, Márcio Martins, presta depoimento ao delegado Marcos Ghizoni por mais de duas horas, na Central de Polícia Civil de Tubarão.
• Dia 19 de abril – Márcio Martins cumpre a prisão temporária e é liberado do Presídio Regional de Tubarão. Edílson Vieira de Souza, sua esposa e cunhada continuam presos e a prisão temporária é prorrogada por mais cinco dias.

Fonte: Notisul

Bradesco também investiga sumiço de dinheiro

IMBITUBA – Os clientes da agência bancária do Besc de Pedras Grandes não foram os únicos que se depararam com o sumiço do dinheiro das contas-poupança. Em Imbituba o golpe também foi descoberto em uma agência do Bradesco em novembro de 2008. A única diferença entre os dois casos é que na região dos lagos os clientes foram ressarcidos no dia seguinte. Um ex-funcionário é acusado pelo desvio de aproximadamente R$ 1 milhão.

O desvio de dinheiro das aplicações aconteceu durante alguns meses, mas foi descoberto em novembro do ano passado. "É exatamente o que aconteceu em Pedras Grandes. Boa parte das aplicações dos clientes sumiu e a situação esquentou na cidade. O fato se tornou público, mas o banco agiu rapidamente e no dia seguinte à descoberta devolveu todo o dinheiro para não se tornar um escândalo. A situação também foi sanada imediatamente, para não afetar a credibilidade da marca Bradesco", contou um cliente do banco, que preferiu não se identificar.

Os clientes lesados no Banco Bradesco apresentaram a documentação exigida e foram ressarcidos, sem perdas. A Polícia Civil abriu um inquérito policial e o caso corre na Justiça até hoje contra um ex-funcionário da agência, que teria desviado as aplicações. Ele teria sido demitido por justa causa. "Na época em que era funcionário ele comprou muitos cavalos, caminhões e carros. Até hoje continua na cidade aplicando golpes e só terá que devolver algo se for condenado", afirma o cliente.

A maioria dos lesados não deixaram de ser clientes da agência. "Eu e muitos outros continuamos com as nossas aplicações ali. É claro que ficamos com um pé atrás, mas vimos a força do banco e a vontade em sanar o problema. Penso até que em Pedras Grandes a situação é ainda mais crítica, já que não se fala ainda em previsão para devolução e os funcionários não prestam declarações contundentes sobre o fato", analisa o cliente que já foi lesado.

Investigação – O sumiço de milhões das contas-poupança de clientes da agência do Besc de Pedras Grandes a partir de ontem passou a ser investigado pelos policiais civis de Tubarão coordenados pelo delegado Marcos Ghizoni.

Funcionários do Besc estiveram reunidos com o delegado regional Renato Poeta na tarde de quarta-feira discutindo o desfalque. "Eles conversaram e o delegado me ligou pedindo para assumir as investigações, que terão prioridade. Este crime não vai sair barato e logo vamos chegar até os envolvidos com boas provas", afirma Marcos.

O delegado já orientou os demais policiais sobre quais caminhos devem ser seguidos. "O primeiro passo é reunir a documentação do banco e os Boletins de Ocorrência das vítimas para poder dimensionar o que realmente aconteceu. Sabendo qual é exatamente o problema, vamos desenvolver ações. Temos que saber o que estamos procurando e faremos isso o mais rápido possível", acrescentou Marcos.

Os auditores já pré-agendaram uma segunda reunião com os delegados para discutir novas informações, mas o encontro ainda não tem data certa. O grupo apenas deixou claro que o novo encontro será o quanto antes.

Fonte: Diário do Sul – www.diariodosul.com.br

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‘Sumiço’ de dinheiro: Polícia Civil investiga o caso

Cerca de 15 clientes foram registrar boletim de ocorrência na tarde de ontem, na delegacia de polícia.

Maycon Vianna
Pedras Grandes
Os correntistas da agência do Besc de Pedras Grandes procuraram na tarde de ontem explicações sobre o destino do dinheiro que estava depositado na contas poupança do banco. Cerca de 30 pessoas foram protestar em frente à agência. Ainda durante a manhã, dois auditores do Banco do Brasil de Florianópolis, que controlam as ações do Besc, estiveram na cidade e começaram a analisar as contas de todos os clientes lesados.
Na delegacia de Polícia Civil, até por volta das 16 horas, cerca de 15 pessoas registraram boletim de ocorrência. Os investigadores assumiram o caso e começam a analisar a suspeita de golpe ocorrida desde dezembro do ano passado.
A Polícia Civil começou a ouvir ontem os correntistas do Besc de Pedras Grandes. Os prejuízos atingiram grandes e pequenos investidores. O delegado Damásio Mendes Brito, de Tubarão, é o responsável pelo caso. Os funcionários do banco também devem ser ouvidos pela polícia. Estima-se que o prejuízo total aos clientes ultrapasse R$ 2 milhões.
Em casos como este, a orientação do Procon é que o correntista registre um boletim de ocorrência e mande uma carta ao banco para comunicar sobre o assunto. Depois de dez dias, se o caso não for resolvido, o cliente poderá procurar os órgãos de defesa do consumidor.

Passos de um possível golpe

Um correntista do Besc que prefere não se identificar, em contato com o Notisul ontem, explicou como supostamente o golpe pode ter ocorrido desde dezembro do ano passado. Após registrar o boletim de ocorrência, ele e outros clientes da agência de Pedras Brancas devem levar a informação para análise da Polícia Civil, que já investiga o caso. Confira abaixo:
1) Uma pessoa ligada ao banco e de confiança dos correntistas pedia o dinheiro e confirmava que faria a aplicação na conta poupança;
2) Os correntistas, confiando na palavra, entregavam o dinheiro em um envelope pessoalmente para um possível responsável e, muitas vezes, esqueciam de tirar o saldo da conta e pedir a confirmação da aplicação da quantia na conta;
3) Quando conferir o saldo, a surpresa: não estava o valor que o correntista tinha entregue para ser depositado;
4) Sem o comprovante, muitos clientes acreditam ser ‘impossível’ reaver o dinheiro supostamente depositado;
5) Os auditores do banco que analisa as contas dos correntistas não acreditam nesta hipótese, pois, mesmo aqueles que têm o extrato dos últimos três meses sofreram com a falta da dinheiro na poupança;
6) Os policiais civis responsáveis pelo caso investigam o que realmente ocorreu com o dinheiro dos correntistas e se houve ou não algum tipo de golpe por parte de ex-funcionários do Besc de Pedras Grandes.

Fonte: Notisul – www.notisul.com.br